Carta Pastoral

Projeto 7/10

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Pr. Aurivan Marinho

“Projeto 7/10” é o nome de batismo que queremos dar ao movimento em prol de uma contribuição denominacional mais bíblica e mais generosa. Convém de antemão que expli-quemos com clareza e detalhes o que significa o Projeto 7/10. Como é do conhecimento do leitor, as denominações históricas sobrevi-vem, economicamente falando, das contribuições das igrejas a elas filiadas. Normalmente essas contribuições são denominadas de dízimo dos dízimos. Isso significa que as igrejas enviam 10% de suas receitas para suas respectivas denominações. Po-rém, no caso da ALIANÇA, as igrejas cooperam com 7%, o que convenhamos não pode ser cha-mado de dízimo dos dízimos, pois se trata de um valor incompatível com aquele biblicamente chama-do de dízimo.

 

 

Queremos trazer à me-mória que no Concílio de Belo Horizonte em março de 2010 havia uma proposta a favor de uma contribuição de 10% por parte das igrejas. Todavia, depois de discutida e votada, a proposta foi rejeitada pelo plenário. O argumento usado era de que a citada matéria deveria ter sido discutida de maneira mais exaus-tiva nas próprias igrejas. Naquela oportunidade achamos bastante prudente as ponderações do plenário. Na realidade, até temía-mos que uma lei dessa natureza pudesse parecer “imposição” do Concílio sobre as igrejas. Caso houvesse essa interpretação, “o tiro sairia pela culatra”, resul-tando no acréscimo da inadim-plência. Porém, apesar de rejeitar a proposta de aumento das contribuições, o plenário concor-dou que as igrejas fossem incenti-vadas a uma contribuição volun-tária de 10%.

A ideia do Projeto 7/10 é que cada igreja deixe de contribuir com 7% e passe a contribuir com 10%. A intenção é que 7% iriam para o caixa da ALIANÇA e 3% iriam para o caixa do DOM. Caso um número expressivo de igrejas faça essa adesão, a ALIANÇA teria mais recursos para desen-volver seus projetos, enquanto que o DOM teria mais recursos para investir na obra missionária.

Para termos uma noção do efeito prático e orçamentário dessa mudança é só observarmos alguns dados das nossas contri-buições no ano de 2010. O total de entradas foi de cerca de R$ 660.000. A oferta missionária ficou na casa de R$ 90.000. Enquanto que os investimentos com missões giraram na casa dos R$ 360.000. Isso significa que o DOM não sobrevive com uma oferta anual. Graças a Deus por que no orçamento da ALIANÇA, missões é prioridade. Entretanto, outros projetos precisam ser viabilizados, o que no momento não tem sido possível. Precisamos investir nos nossos seminários, precisamos investir na formação de missionários, mestres, escrito-res e líderes. Precisamos de mão de obra qualificada e com tempo integral em diversas áreas da denominação.

No Projeto 7/10 as contribuições de 2010 em vez de R$ 660.000,00 teriam superado um milhão de reais. Isso significa dizer que já em 2011 poderíamos ter uma mudança de paradigma que revolucionaria o conceito de oferta missionária. Estou absolu-tamente convencido de que as igrejas que aderirem a esse projeto de contribuição mais bíblico e mais generoso não sofrerão prejuízo. A fidelidade bíblica jamais se constitui em causa de pobreza, impedimentos para a concretização dos projetos ou motivo para inadimplência dos compromissos fixos da igreja local. O que estou advogando é que particularmente não creio que a adesão ao projeto 7/10 traga dificuldades para nossas igrejas, acredito sim, que Deus honrará ainda mais abundantemente.

Quem está abraçando o Projeto 7/10? Desde janeiro que a Igreja Congregacional da Estân-cia, em Recife, fez sua adesão. Numa reunião de oficiais e poste-riormente através de uma assem-bleia ordinária de membros, a proposta foi unanimemente apro-vada. A partir daí foi que desafia-mos as igrejas representadas no Concílio Extraordinário de São José do Mipibu/RN. Os efeitos disso já começam a aparecer. O Pr. Valter Vandilson (IEC Dinamérica, Capina Grande/PB) e o Pr. Jadiel da Rocha (2ª IEC El Shadai de Campina Grande) já nos informaram que em suas igrejas a decisão de contribuir com 10% já foi aprovada.

Queremos lembrar que a II Igreja Congregacional de João Pessoa (Pr. Antônio Pedro) e a IEC do Calvário, em Campina Grande (Pr. João Bôsco) são pioneiras dessa visão bíblica de contribuição. Ambas vêm há anos contribuindo com 10% para a ALIANÇA e não só com 7%, como normalmente temos feito. As igrejas acima citadas se cons-tituem no início de um movi-mento que tem tudo para dar certo. Esperamos que a sua igreja seja a próxima a constar nessa lista, afinal “dar é melhor do que receber”. Por se tratar de uma ação voluntária, motivada pela fé, pela fidelidade e pelo amor, não temos dúvida de que se trata de uma obra de Deus no seio da nossa denominação, que definiti-vamente haverá de sepultar a cultura da inadimplência. Que o Deus de toda bênção faça as nossas igrejas experimentar, de maneira graciosa, a verdadeira prosperidade bíblica.

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