Quem Somos.

Aliança Evangélica das Igrejas Congregacionais

Em 1959, o ano está no começo. A Igreja Evangélica Congregacional em João Pessoa/PB está em festa, é uma comemoração das senhoras, e o Pr. Dorival Rodrigues Bewke é o preletor do evento. As pregações causam um grande despertar espiritual, muitas decisões acontecem e a experiência do batismo com o Espírito Santo entendida também como um evento após a conversão é vivenciada. A partir daí, uma nova atmosfera espiritual toma conta da igreja.

Com a realização do 1° Encontro Nacional de Renovação Espiritual,em Belo Horizonte/MG, que teve a participação do pastor da igreja, Jônatas Ferreira Catão, a Igreja Congregacional em João Pessoa é destaque no cenário de avivamento espiritual. Pouco depois, se juntam a esta visão a Igreja Congregacional em Campina Grande/PB (Pr. Raul de Souza Costa), 2ª Igreja Congregacional em Campina Grande/PB (Pr. João Barbosa de Lucena), Igreja Congregacional de Patos/PB (Pr. José Quaresma de Mendonça), Igreja Congregacionalem Alagoa Grande/PB (dirigida à época pelo presbítero Dr. Guimarin Toledo Sales), Igreja Congregacional em Totó, Recife/PE (Pr. Isaías Correia dos Santos), Igreja Congregacional em Casa Amarela, Recife/PE (Pr. Roberto Augusto de Souza), igreja Congregacional no Pina, Recife/PE (Pr. Moisés Francisco de Melo) e uma congregação em Caruaru/PE, dirigida à época pelo Pr. Jônatas Catão.

Corre o ano de 1967, uma onda de renovação espiritual se alastra pelas igrejas evangélicas históricas do país. No mês de junho, na cidade de Patos/PB, acontecem os congressos femininos e de mocidade congregacionais, estes eventos foram de muito impacto e tiveram muita repercussão. A liderança da denominação no país (na época o órgão se chamava União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil – UIECB e o seu Presidente era o Reverendo Inácio Cavalcanti Ribeiro, pastor da III Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande), não concordando com os rumos que essas igrejas estavam tomando, convocou um Concílio Geral Extraordinário para os dias 20 e 21 de julho, na Igreja Congregacional em Feira de Santana/BA.

Não sabemos se por engano, mas na emissão dos Ofícios de Convocação do Concílio houve um direcionamento desagradável, todas as igrejas que não aceitavam o Movimento de Renovação Espiritual receberam ofício para um Concílio nos dias 20 e 21 de julho e as igrejas que abraçavam a Renovação Espiritual, receberam ofícios para um Concílio nos dias 21 e 22, no mesmo local e com a mesma destinação. Quando os representantes destas igrejas chegaram ao Concílio ele já estava instalado, em pleno funcionamento, com Comissões instaladas e recebendo documentos e emitindo pareceres. Logo na primeira Assembleia foi lido um desses documentos e com parecer formalizado, recomendando a exclusão de Igrejas (Igreja Evangélica Congregacional em João Pessoa, Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande, II Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande, Igreja Evangélica Congregacional de Patos, Igreja Evangélica Congregacional em Tegipió, Igreja Evangélica Congregacional de Casa Amarela e Igreja Evangélica Congregacional do Pina) e a eliminação dos pastores destas igrejas (Jônatas Ferreira Catão, Raul de Souza Costa, João Barbosa de Lucena, José Quaresma de Mendonça, Isaias Correia dos Santos, Roberto Augusto de Sousa e Moisés Francisco de Melo). O Moderador dos trabalhos, Reverendo Inácio Cavalcanti Ribeiro, numa atitude anticristã e anticongregacional, cassou o direito de defesa das igrejas acusadas de heréticas e os seus pastores de desordeiros e falsos profetas, porque renovados; e, num ambiente de muito tumulto, pôs o assunto em votação sem qualquer discussão.

Assim, de forma abrupta, fomos expulsos naquele Concílio da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. Sequer tivemos direito a hospedagem no Concílio e na mesma manhã que ali chegamos tivemos de voltar às nossas igrejas, tristes pelas falta de comunhão com aqueles irmãos, entretanto, fortalecidos pelas promessas de Deus para a continuação do trabalho que estávamos desenvolvendo.

Ainda em Feira de Santana, na saída da cidade, quando paramos para o almoço, o Pr. Jônatas Ferreira Catão sugeriu a possibilidade de reunir os excluídos em um grupo com características denominacionais e, como líder do grupo, dividiu tarefas para contatos com igrejas e pastores visando essa possibilidade. Na viagem de volta, a nossa Caravana (Jônatas Ferreira Catão, José Quaresma de Mendonça, Euclides Cavalcanti Ribeiro, José Severino de Araújo, Eloy Eneas de Souza, Calistrato Hypólito Soares e Osmar de Lima Carneiro) visitou o Pastor Servílio Benício de Sales, na Igreja Evangélica Congregacional em Aracajú/SE, obtendo a sua adesão à criação do novo órgão denominacional.

Igrejas foram visitadas, pastores contatados e convocado um Concílio para a fundação do novo órgão denominacional, com instalação no dia 13/08/1967, no Templo da Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande.

Em todas as negociações prévias, visitas a pastores e sugestões de direção, o trabalho do Pr. Jônatas Ferreira Catão foi de um valor inestimável, ele foi um grande líder.

No dia 13 de agosto de 1967, num domingo, as delegações das igrejas foram recebidas na Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande, muitos líderes acorreram ao evento. E no dia 14/08/1967 foi aberta a primeira reunião administrativa onde foi fundada a ALIANÇA DE IGREJAS EVANGÉLICAS CONGREGACIONAIS DO BRASIL e eleita por aclamação a sua primeira diretoria:

Pres. Raul de Souza Costa

1° Vice-Pres. Jônatas Ferreira Catão

2º Vice-Pres. Geraldo Batista dos Santos

1º Sec. Presb. Euclides Cavalcanti Ribeiro

2º Sec. Presb. Euclides Gomes da Costa

1º Tes. Osmar de Lima Carneiro

2º Tes. Presb. Caitano Antônio da Silva.

Os presentes encerram os trabalhos de mãos dadas felizes e realizados. No dia 19 de agosto de 1967, em grande festa em Caruaru/PE, é instalada a Igreja Evangélica Congregacional naquela cidade, e é empossado como seu pastor visitante Jônatas Ferreira Catão. Essa foi a primeira igreja emancipada da recém-formada ALIANÇA, e daí por diante o evangelho do reino foi sendo espalhado por todo Brasil.

Hoje, temos uma denominação forte e vibrante com 91 igrejas, 26 campos missionários, muitos pastores e milhares de membros com muitas expectativas de crescimento em todas as áreas, sem fugir da ortodoxia evangélica e entrar nos modismos atuais.

Agora, mais do que nunca, as palavras do hino que foi um marco naquela época se fazem valer:

“Obra Santa do Espírito
Esta causa é do Senhor.
Como um vento impetuoso
Como fogo abrasador
Estamos sobre terra santa
Reverente e muito amor
Esta hora é decisiva
Vigilante e de temor.
Ninguém detém! É obra santa”.

*Muitas das informações do texto seguem testemunho do Presb. Osmar de Lima Carneiro, participante ativo dos eventos.

Voltar para o Topo
Enter your Infotext or Widgets here...