15.12.2008 - 15:29:00
Entrevista com Miss. Wellignton

Missionário, quando foi que você teve a certeza de que Deus te chamou para servi-lo na Bolívia?
                Há dez anos estava recebendo um treinamento missionário pela Missão JOCUM, no estado do Pará quando, pela primeira vez, Deus falou muito forte ao meu coração sobre a Bolívia. Comecei então a amar o povo boliviano, a pesquisar sobre aquela nação e a divulgar para algumas pessoas, como o Pr. Sérgio Paulo, a alegria de ter sido chamado por Deus para ir à Bolívia pregar o Evangelho.
                Mas passaram-se os anos e começou a vir aquela dúvida... Será mesmo que fui chamado por Deus ou foi apenas uma coisa que eu tinha criado, até por conta do meu fervor missionário? Então comecei a orar ao Senhor pedindo para que, se fosse realmente um chamado de Deus, que Ele retirasse essa dúvida do meu coração.
                Então em 1999, conheci minha esposa, até então apenas namorada. Como ela é de Aracaju/SE, tive a oportunidade de viajar até aquela cidade para conhecer os familiares dela e noivar, o que aconteceu pela manhã. Quando foi à tarde, nos reunimos com alguns irmãos para orarmos juntos. Naquela reunião tinha um missionário, do interior de Sergipe, para pregar a Palavra (vale salientar que nunca tínhamos nos visto antes). Em certo momento, ele pediu para orar por nossas vidas como missionários e Deus o usou de maneira muito clara e direta, dizendo: “Prepara-te: a Bolívia te espera. Eu estou tirando a dúvida do teu coração”.
 
                Os professores costumam alertar aos alunos para que não subestimem a língua espanhola, pois a verdade é que ela muitas vezes é mais complicada de se falar e de se aprender do que o Inglês. Você não acha que a língua espanhola será um dos grandes obstáculos para a sua missão no exterior?
                Com certeza. Dentre outros obstáculos que enfrentaremos, como a cultura e a cosmovisão boliviana (por ser maioria indígena), a língua espanhola será um grande desafio por causa de seu sotaque e das suas variações dentro da própria nação. Com relação a isso, tenho visto a provisão de Deus de maneira maravilhosa: estou tendo aula com um professor boliviano que também é irmão em Cristo. Mas sabemos que por mais que venhamos a aprender o Espanhol aqui no Brasil, o choque será inevitável.
 
                Além do incentivo espiritual que Deus tem depositado em seu coração, como você tem se preparado para abrir um campo missionário em outro país?
                Além de já estar aprendendo o Espanhol, em 2009 sairemos do nosso campo missionário para receber um treinamento missionário transcultural oferecido pelo CPM (Curso de Preparo Missionário) da Missão JUVEP. O curso tem a duração de um ano, em regime de internato, e lá estaremos nos preparando para servirmos melhor a Deus.
 
                De todas as experiências que você tem conquistado como missionário no interior da Paraíba, quais as que serão mais relevantes, a seu ver, para o início desta nova missão?
                Há dez anos eu tenho servido a Deus de forma integral, não apenas na Paraíba, mas já estive em todos os estados do Nordeste, com exceção de Alagoas. O foco do nosso trabalho tem sido o interior e o sertão nordestino. Já morei cinco anos no Ceará e sabemos o quanto é difícil morar e pregar no sertão.
                Uma experiência que vou levar para a Bolívia é o trabalho que tenho feito em terras idólatras. Já trabalhei em um lugar conhecido como a “capital da idolatria” no Brasil ou no Nordeste, que é Juazeiro do Norte. Sabemos que na Bolívia há muito misticismo, a idolatria lá é muito grande. Mas o que nos encoraja é saber que o Deus que transforma vidas é aquele que disse que das trevas resplandecerá a luz.
                Outra experiência que vou levar para o exterior é o costume de adaptação em vários lugares. A adequação contínua à cidades diferentes, costumes e alimentação também ajudará muito à minha instalação naquele país. Além da experiência de sempre estar com pessoas de personalidades diferentes.
 
                É fato que a nossa Denominação tem se mostrado bastante interessada pelo Projeto Bolívia 2010. Também sabemos que seu chamado é para trabalhar em terras bolivianas. Então, o que você espera da ALIANÇA, com relação ao seu ministério, após este Projeto em 2010?
                               Não creio que Deus quer que alcancemos apenas um bairro ou mesmo uma cidade, mas creio que Deus tem uma obra muito maior para realizar naquela nação e expandirmos seu Reino através de nossa denominação. É um desafio e um empreendimento muito grande na obra de missões. Espero que Deus se utilize da ALIANÇA através do DOM para desafiar as nossas igrejas a orarem por esse Projeto e continuar orando por aquela nação. Além de desafiá-las a contribuírem financeiramente e despertarem outros missionários que têm chamado para a Bolívia para serem enviados aquele país.
                Não é demais sonhar em não termos apenas uma igreja, mas termos futuramente a ALIANÇA das Igrejas Evangélicas Congregacionais da Bolívia, para a glória de Deus. Quero desde já louvar a Deus por tudo o que Ele já tem feito, pela 1ª IEC/JP, na pessoa do Pr. Sérgio Paulo, e pela liderança da nossa denominação, bem como por outras igrejas que já têm se envolvido no Projeto Bolívia 2010. Que Deus nos conduza passo a passo para a glória do seu Santo e Bendito nome.
 
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